quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nossos pensamentos e seus efeitos sobre o organismo

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia. Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: "Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."

Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!

(Deepak Chopra)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que você deve fazer com sua liberdade: pergunte a você mesmo

As parábulas são sempre fontes de reflexão. São narrativas breves que explicitam ocorrências da cultura de um povo, que nos levam a raciocinar sobre questões morais, às vezes muito complexas.

Conta-se que um velho mestre vivia com seus discípulos em um templo muito arruinado. Viviam de esmolas e doações. Num determinado dia o mestre disse para seus discípulos: “Cada um de vocês devem ir à cidade e roubar bens que serão vendidos e, assim, arrecadaremos dinheiro para reformar nosso templo. Vocês não podem ser vistos por ninguém”.

Os discípulos ficaram espantados, pensaram no quanto isso poderia manchar suas reputações. Foram orientados para praticar atos ilegais e imorais. Roubar é uma coisa muito errada! A causa é boa, mas o ato é extremamente imoral. No final, todos foram para a cidade, menos um deles. O mestre perguntou:

- Por que você ficou para trás?

O discípulo respondeu:

- Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja me vendo. Não importa aonde eu vá; sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus próprios olhos irão me ver roubando”. O sábio mestre o abraçou e disse: “Eu estava testando a integridade dos meus estudantes e você é o único que passou no teste”.

A parábula narrada nos conduz imediatamente à Ética. Ética é a arte de viver bem humanamente. É o conjunto de princípios e regras que fundamentam as razões (últimas) das nossas decisões cotidianas. Distingue o certo do errado, o bom do mau etc. A Ética, no entanto, está no plano teórico. A moral é que está no plano prático. Moral é o conjunto dos princípios que regem (ou deveriam reger) nossos comportamentos concretos. O comportamento dos discípulos de roubar bens foi imoral. Além disso, também feriu a regra ética que diz: não faça aos outros o que você não quer que façam com você! Mas por que a maioria dos discípulos decidiu pelo mal?

A maioria dos discípulos decidiu pelo mal (pelo roubo) porque não refletiram detidamente sobre a “ordem” dada. Nem se atinaram para o fato de que toda ordem é externa (vem de fora). Toda vez que você se depara com uma ordem, preste atenção no seu conteúdo e na sua natureza. Naturalmente ela é externa.

A Ética diz respeito ao foro interno da nossa vontade. Somos livres (em geral) para decidir pelo bem ou pelo mal. Mas o preço que pagamos por essa liberdade reside na responsabilidade. Pelos atos que praticamos devemos ser sempre responsáveis.

Nos concretos atos da nossa vida, quando em jogo está o (superior) plano ético, você não tem que perguntar a ninguém o que deve ser feito. Pergunte a você mesmo. Faça como o discípulo vitorioso da parábula narrada, que não aderiu ao grupo majoritário. A dissidência, muitas vezes, está na raiz dos bons comportamentos morais (e éticos). Nem ordens nem costumes, nem prêmios nem castigos: nada disso que é externo a você pode conduzir suas decisões éticas.

A questão em jogo, claro, é a liberdade. Nossa liberdade de fazer ou não fazer determinada coisa. Praticar ou não praticar um determinado ato. Faça bom uso da sua liberdade. E não pergunte aos outros o que você deve fazer com ela. Assuma-a. Porque somente ela é que pode te guiar nos seus atos.

A ética é um dos maiores fardos que temos que carregar diariamente, se queremos aprender a “arte de viver bem humanamente”. Porque em vários momentos temos que tomar decisões complexas. Não podemos deixar o tempo passar, como se nada tivéssemos que decidir. A vida não é assim. Viver bem humanamente não é só deixar o tempo se escoar. Uma omissão muito grave pode arruinar sua vida.

Enquanto vivemos, não temos que apenas viver, temos que viver “bem”. E para viver bem temos que fazer bom uso da nossa liberdade. Nós “não somos livres de não ser livres” (Savater, Ética para Amador). Ou seja: não temos outra saída. Temos que ser livres (e assumir todos os encargos dessa liberdade). Temos que ser livres porque efetivamente somos, dentro de certos limites e de certas circunstâncias, livres.

E se você diz que não quer saber nada desse negócio de ser livre, que você está farto desse discurso, que esse negócio de liberdade gera muita responsabilidade, que você quer se colocar nas mãos de alguém (de algum pastor, de algum mestre ou guru etc.), que você prefere ser servo (escravo) de alguém? Pois, até neste momento, talvez sem perceber, você está fazendo uso da sua liberdade. É que “Estamos todos condenados à liberdade” (como dizia o filósofo francês Jean-Paul Sartre). Temos liberdade até para decidir que não queremos ser livres. Nesse caso você elegeu não decidir as coisas por você mesmo, não eleger suas decisões por você mesmo. Suas decisões serão eleitas por outros. Isso pode até te trazer um certo conforto psicológico e/ou moral, mas não o afasta (totalmente) da responsabilidade de tudo aquilo que acontece em sua vida.

Sendo assim, embora seja um fardo bastante pesado, o melhor mesmo é continuar sendo dono das suas decisões. Melhor ainda é procurar fazer bom uso da liberdade.

(Luiz Flávio Gomes - http://www.blogdolfg.com.br)


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Manual de Instrução Para Ser Humano

1. Ao nascermos, somos imediatamente inscritos numa escola informal chamada "Vida no Planeta Terra".
Todas as pessoas e acontecimentos são "professores universais".

2. Não existem erros, apenas lições.
Crescimento é um processo de experimentação, no qual as "falhas" fazem tão parte do processo, assim como os "sucessos".
Uma lição é repetida até que seja aprendida. Será apresentada a você em várias formas, até que você a entenda. Poderá, então, passar para a próxima lição.
Se não aprender as lições fáceis, elas se tornarão difíceis.

3. Você recebeu um corpo.
Pode amá-lo ou detestá-lo, mas é a única coisa que você possuirá até o fim da sua vida, com certeza.

4. Problemas externos são o reflexo do seu estado interior.
Quando você limpa obstruções, seu mundo exterior muda.
A dor é o jeito do Universo chamar sua atenção.
Você saberá quando aprendeu uma lição quando suas ações mudarem.

5. Sabedoria é prática.
Um pouco de alguma coisa é melhor do que muito de nada.
"Lá" não é melhor do que "aqui".
Quando "lá" se torna "aqui", você vai simplesmente arranjar outro "lá", que de novo parecerá melhor que "aqui".

6. Os outros são meros espelhos de você.
Você não pode amar ou odiar alguma coisa no outro, a menos que reflita algo que você ama ou odeia muito em você.

7. Sua vida, só você decide.
A vida dá a tela, você faz a pintura.
Escolha as cores e pegue os pincéis.
Tome para você o comando de sua vida ou alguém o fará e você poderá não gostar.

8. Você sempre consegue o que quer.
Seu subconsciente determina quais energias, experiências e pessoas você atrai.
Assim, o único jeito certeiro de saber o que você quer é ver o que você tem.

9. Não existem vítimas, apenas estudantes.
Não existe certo ou errado, mas existem conseqüências.
Dar lição de moral não ajuda.
Julgar também não.
Apenas faça o melhor que puder.

10. Suas respostas estão dentro de você.
Crianças precisam de direção dos outros.
Quando amadurecemos, confiamos em nossos corações, onde as leis universais estão escritas.
Você certamente sabe mais do que ouviu ou aprendeu.
Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar em si mesmo.

11. Você vai esquecer tudo isto que leu agora...
mas poderá lembrar sempre que quiser...


***

Trecho do livro
"If Life is a Game, These are the Rules"
de Cherie Carter-Scott


Muita Luz no seu caminhar!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Estratégia é Tudo

Um senhor vivia sozinho em Minnesota.

Ele queria virar a terra de seu jardim para plantar flores, mas era um trabalho muito pesado.

Seu único filho, que o ajudava nesta tarefa, estava na prisão.
O homem então escreveu a seguinte carta ao filho:

'Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe sempre adorou flores e esta é a época certa para o plantio.
Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois estás na prisão.
Com amor, Seu Pai.'

Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama:

'PELO AMOR DE DEUS, Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi os corpos.'

Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de agentes do FBI e policiais apareceram e cavaram o jardim inteiro, sem encontrar qualquer corpo.

Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera.

Esta foi a resposta:

'Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento.'

***

Estratégia é tudo!!!

domingo, 29 de novembro de 2009

Nó No Lençol

Numa reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais deveriam dar aos filhos. Ela insistia que eles deveriam dar um jeito e, mesmo todos trabalhando fora, deviam encontrar uma forma de se fazer presentes.

Ela ficou muito surpresa quando um pai levantou e contou, no seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de ver o filho durante a semana, pois quando ele saía para trabalhar, muito cedo, a criança estava dormindo. Quando voltava, já era tarde e o filho tinha ido para a cama. Se ele não fizesse isso não teria como sustentar a família.

Ele tentava se redimir indo beijar os filhos todas as noites quando chegava em casa. E, para que o filho tivesse certeza da sua presença, dava um nó na ponta do lençol. Isso acontecia religiosamente todas as noites! Quando o menino acordava, sabia, através do nó, que o pai havia estado ali para beijá-lo.

O nó era o elo de comunicação entre eles. Mais surpresa ficou a diretora quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da sala. Essa história nos faz refletir como são muitos os jeitos de um pai, mesmo sem tempo, se fazer presente.

***

Você já deu um nó no "lençol" hoje?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Aproveite bem o seu dia

Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo.
Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje.

(Adriano Silva - 04/06/2009 – Revista Exame)