Reduza suas necessidades, e viva com simplicidade -
tal é o caminho da felicidade.
Apego gera aflição em seu despertar.
Ao final, quando a morte exige que tudo seja largado para trás e
que abandone todas as pessoas, você é esmagado pelo sofrimento.
Imite o lótus na água; ele pousa sobre ela, mas não dentro dela.
A água é necessária para o seu crescimento,
mas ele não consente que nem uma gota o molhe.
***
O homem busca a felicidade em lugares distantes e procura a paz em lugares calmos; mas o paraíso da paz está em seu coração. Mesmo quando anda sobre a lua, o homem leva consigo seus temores, suas ansiedades, seus preconceitos e suas aversões. Tenha fé em Deus e na retidão da vida moral. Então você pode ter paz e felicidade, qualquer que seja o preço que o destino lhe apresente.
(Sathya Sai Baba)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Como se faz para durar um amor
Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse:
“Como se faz para manter um amor?”
A mãe olhou para a filha e respondeu:
“Pega num pouco de areia e fecha a mão com força…”
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão, com mais velocidade a areia se escapava.
“Mamãe, mas assim a areia cai!”
“Eu sei; agora abre completamente a mão…”
A menina assim fez, mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
“Assim também não consigo mantê-la na minha mão!”
A mãe, sempre a sorrir, disse-lhe:
“Agora pega outra vez num pouco de areia e mantem-na na mão semi-aberta, como se fosse uma colher… bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade...”
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
“É assim que se faz durar um amor…”
“Como se faz para manter um amor?”
A mãe olhou para a filha e respondeu:
“Pega num pouco de areia e fecha a mão com força…”
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão, com mais velocidade a areia se escapava.
“Mamãe, mas assim a areia cai!”
“Eu sei; agora abre completamente a mão…”
A menina assim fez, mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
“Assim também não consigo mantê-la na minha mão!”
A mãe, sempre a sorrir, disse-lhe:
“Agora pega outra vez num pouco de areia e mantem-na na mão semi-aberta, como se fosse uma colher… bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade...”
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
“É assim que se faz durar um amor…”
sábado, 1 de novembro de 2008
Reflexão sobre a percepção de valor intrínseco
Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?
Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.
Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal.
Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.
A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?
Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.
Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
As Pequenas Coisas...
… são as mais importantes.
Os picos da vida podem ser maravilhosos, as profundezas da vida, dolorosas, mas o dia-a-dia não é nem um nem outro. Nós não definimos nossos relacionamentos com base nos melhores nem nos piores dias, mas nos dias comuns. Invista nas relações com sua família diariamente, através de pequenos gestos atentos e generosos, e você estará construindo um relacionamento de bases sólidas.
***
"Havia setenta e cinco pessoas no saguão, contudo apenas uma menininha de sete anos ficou sabendo como era sentar-se sobre o piso de mármore."
Os picos da vida podem ser maravilhosos, as profundezas da vida, dolorosas, mas o dia-a-dia não é nem um nem outro. Nós não definimos nossos relacionamentos com base nos melhores nem nos piores dias, mas nos dias comuns. Invista nas relações com sua família diariamente, através de pequenos gestos atentos e generosos, e você estará construindo um relacionamento de bases sólidas.
***
"Havia setenta e cinco pessoas no saguão, contudo apenas uma menininha de sete anos ficou sabendo como era sentar-se sobre o piso de mármore."
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Prazer e Dor
Mais uma recomendação no Youtube, um video sobre superação, muito interessante:
Rocky - Superação ou uma lenda?
http://www.youtube.com/watch?v=yjvRA9KxdNo
Eis o que ele diz:
“Pleasure and pain. They’re not opposites. They’re neighbors, separated by a thin line by a split second.
(Prazer e dor, eles não são opostos. Eles são vizinhos, separados por uma fina linha, por uma fração de segundo)
One minute you feel like everything is going your way... Like you’re ready to climb the highest mountain, heading for the top of the world.
(Num minuto você sente que tudo está seguindo seu curso.... Como se você estivesse pronto para escalar a montanha mais alta, pronto para o topo do mundo)
But in the game of life, you never know. You train for years to get a piece of personal glory, for a chance to stand toe to toe with your fears and say, “Here I am. Take your best shot!”
(Mas no jogo da vida você nunca sabe. Você treina por anos para ter um pouco de glória pessoal, uma chance de estar cara a cara consigo e dizer: "Aqui estou eu, mostre o seu melhor!")
Then the contest begins and BANG! You're down for the count. It’s not your day. You tried your best, but wasn't really your best.
(Então a competição começa e BANG... você está no chão para a contagem. Não é o seu dia. Você deu o seu melhor... Mas foi esse realmente o seu melhor?)
So do you go home with a broken heart... Or do you get up?
(Então você vai pra casa com o coração partido… Ou você se levanta?)
Smarter, wiser, and better prepared then ever before.
(Mais esperto, mais sábio e melhor preparado do que nunca)
It’s a new day, a new season, a new you.
(É um novo dia. Uma nova temporada. Um novo você)
You hope it won’t be the same story, all the pleasure turn into pain again.
(você espera que a história não se repita. Todo prazer se transforma em dor de novo)
Are you ready to take life’s best punch and stay on your feet? I can't answer that, only you can.
(Você está pronto para levar o maior golpe da sua vida e ficar de pé? Eu não posso responder essa pergunta, só você pode!)
Are you hoping for the best? Are you prepared for the challenge?
(Você espera o melhor? Você está preparado para o desafio?)
Are you a contender?"
(Você é um guerreiro?)
Rocky - Superação ou uma lenda?
http://www.youtube.com/watch?v=yjvRA9KxdNo
Eis o que ele diz:
“Pleasure and pain. They’re not opposites. They’re neighbors, separated by a thin line by a split second.
(Prazer e dor, eles não são opostos. Eles são vizinhos, separados por uma fina linha, por uma fração de segundo)
One minute you feel like everything is going your way... Like you’re ready to climb the highest mountain, heading for the top of the world.
(Num minuto você sente que tudo está seguindo seu curso.... Como se você estivesse pronto para escalar a montanha mais alta, pronto para o topo do mundo)
But in the game of life, you never know. You train for years to get a piece of personal glory, for a chance to stand toe to toe with your fears and say, “Here I am. Take your best shot!”
(Mas no jogo da vida você nunca sabe. Você treina por anos para ter um pouco de glória pessoal, uma chance de estar cara a cara consigo e dizer: "Aqui estou eu, mostre o seu melhor!")
Then the contest begins and BANG! You're down for the count. It’s not your day. You tried your best, but wasn't really your best.
(Então a competição começa e BANG... você está no chão para a contagem. Não é o seu dia. Você deu o seu melhor... Mas foi esse realmente o seu melhor?)
So do you go home with a broken heart... Or do you get up?
(Então você vai pra casa com o coração partido… Ou você se levanta?)
Smarter, wiser, and better prepared then ever before.
(Mais esperto, mais sábio e melhor preparado do que nunca)
It’s a new day, a new season, a new you.
(É um novo dia. Uma nova temporada. Um novo você)
You hope it won’t be the same story, all the pleasure turn into pain again.
(você espera que a história não se repita. Todo prazer se transforma em dor de novo)
Are you ready to take life’s best punch and stay on your feet? I can't answer that, only you can.
(Você está pronto para levar o maior golpe da sua vida e ficar de pé? Eu não posso responder essa pergunta, só você pode!)
Are you hoping for the best? Are you prepared for the challenge?
(Você espera o melhor? Você está preparado para o desafio?)
Are you a contender?"
(Você é um guerreiro?)
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Penn & Teller
Hoje uma recomendação no Youtube.
Uma amiga me enviou estes videos sobre Penn & Teller, os mágicos que encantaram gerações. Aqui eles resolveram fazer um programa sobre fatos e ficções. Tratam-se de fatos "interessantes" sobre a bíblia. É curioso e bem no estilo deles... Debochado e provocador. Espero que gostem.
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=akYvX2u2tt8
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=5pUtdH_j27k&feature=related
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=iQfoD__Z5tM&feature=related
Uma amiga me enviou estes videos sobre Penn & Teller, os mágicos que encantaram gerações. Aqui eles resolveram fazer um programa sobre fatos e ficções. Tratam-se de fatos "interessantes" sobre a bíblia. É curioso e bem no estilo deles... Debochado e provocador. Espero que gostem.
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=akYvX2u2tt8
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=5pUtdH_j27k&feature=related
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=iQfoD__Z5tM&feature=related
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ativo Ou Passivo
Você é ativo ou passivo?
Pessoas ativas usam a internet para se expressar e conhecer o mundo;
Pessoas passivas assistem TV.
Pessoas ativas criam planos estratégicos para conquistar suas metas;
Pessoas passivas esperam por um milagre.
Pessoas ativas param meia hora para cozinhar um prato saboroso;
Pessoas passivas esquentam qualquer coisa congelada no microondas.
Pessoas ativas andam a pé por novas cidades e ruas para explorar;
Pessoas passivas se fecham em táxis.
Pessoas ativas passam a vida perseguindo seus sonhos;
Pessoas passivas vivem em crise de meia idade.
Pessoas ativas provocam e criam suas próprias oportunidades;
Pessoas passivas esperam que alguém faça por elas.
Pessoas ativas blogam, opinam, interagem, divergem, interferem;
Pessoas passivas consomem notícias.
Pessoas ativas avaliam opções antes de tomar uma decisão;
Pessoas passivas escolhem o que for mais fácil.
Pessoas ativas criam, constroem, personalizam;
Pessoas passivas compram pronto, da China.
Pessoas ativas se envolvem, chamam outras pessoas, atuam;
Pessoas passivas reclamam.
Pessoas ativas estão sempre sedentas por conhecimento;
Pessoas passivas não lêem um livro desde a faculdade.
Pessoas ativas criam;
Pessoas passivas encontram defeitos.
Pessoas ativas usam seu tempo livre para se tornarem melhores;
Pessoas passivas passam o tempo livre no sofá.
Pessoas ativas são apaixonadas;
Pessoas passivas nem desconfiam o significado desta palavra.
Então, e você?
FONTE: Meta Executiva
Pessoas ativas usam a internet para se expressar e conhecer o mundo;
Pessoas passivas assistem TV.
Pessoas ativas criam planos estratégicos para conquistar suas metas;
Pessoas passivas esperam por um milagre.
Pessoas ativas param meia hora para cozinhar um prato saboroso;
Pessoas passivas esquentam qualquer coisa congelada no microondas.
Pessoas ativas andam a pé por novas cidades e ruas para explorar;
Pessoas passivas se fecham em táxis.
Pessoas ativas passam a vida perseguindo seus sonhos;
Pessoas passivas vivem em crise de meia idade.
Pessoas ativas provocam e criam suas próprias oportunidades;
Pessoas passivas esperam que alguém faça por elas.
Pessoas ativas blogam, opinam, interagem, divergem, interferem;
Pessoas passivas consomem notícias.
Pessoas ativas avaliam opções antes de tomar uma decisão;
Pessoas passivas escolhem o que for mais fácil.
Pessoas ativas criam, constroem, personalizam;
Pessoas passivas compram pronto, da China.
Pessoas ativas se envolvem, chamam outras pessoas, atuam;
Pessoas passivas reclamam.
Pessoas ativas estão sempre sedentas por conhecimento;
Pessoas passivas não lêem um livro desde a faculdade.
Pessoas ativas criam;
Pessoas passivas encontram defeitos.
Pessoas ativas usam seu tempo livre para se tornarem melhores;
Pessoas passivas passam o tempo livre no sofá.
Pessoas ativas são apaixonadas;
Pessoas passivas nem desconfiam o significado desta palavra.
Então, e você?
FONTE: Meta Executiva
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Solidariedade Entre Concorrentes
Há alguns anos atrás, nas olimpíadas de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram os passos e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”.
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam repetindo esta estória até hoje.
Porquê?
Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os passos e mudar o curso.
Ao sinal, todos partiram não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Todos com exceção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram os passos e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: “Pronto, agora vai sarar”.
E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam repetindo esta estória até hoje.
Porquê?
Porque, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho.
O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os passos e mudar o curso.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
A Vida é Feita de Escolhas
E o amor é uma delas.
Acredito piamente que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e “automáticas”, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas em relação ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, o risco de sofrermos se torna obviamente maior!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de compatibilidade sanguínea, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo retribuir, compartilhar…
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro… ou então partir, inteira e verdadeiramente também! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos…
(Rosana Braga)
Acredito piamente que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e “automáticas”, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas em relação ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, o risco de sofrermos se torna obviamente maior!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de compatibilidade sanguínea, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo retribuir, compartilhar…
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe: “Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro… ou então partir, inteira e verdadeiramente também! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos…
(Rosana Braga)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O Pequeno Príncipe
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços".
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho.
- Existe uma flor. . . Eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom ! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me, disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho. Mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
(...)
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
***
"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."
(Antoine de Saint-Exupéry)
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços".
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho.
- Existe uma flor. . . Eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom ! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me, disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho. Mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
(...)
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
***
"Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla."
(Antoine de Saint-Exupéry)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Quanto o senhor ganha?
Um menino, com voz tímida e os olhos de admiração, perguntou ao pai, quando este chegou do trabalho:
-Papai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
-Escuta aqui, meu filho. Isto, nem sua mãe sabe. Não amole, estou muito cansado.
Mas o filho insistiu:
-Mas, papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa:
-Três reais por hora.
-Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
-Então, essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, seu aproveitador!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
-Filho, está dormindo?
-Não, papai; respondeu o sonolento garoto.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
-Muito obrigado, papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
-Agora completei, papai; tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?
-Papai, quanto o senhor ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
-Escuta aqui, meu filho. Isto, nem sua mãe sabe. Não amole, estou muito cansado.
Mas o filho insistiu:
-Mas, papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa:
-Três reais por hora.
-Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
-Então, essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, seu aproveitador!
Já era noite, quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
-Filho, está dormindo?
-Não, papai; respondeu o sonolento garoto.
-Olha, aqui está o dinheiro que me pediu: um real.
-Muito obrigado, papai! - disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama.
-Agora completei, papai; tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Tolerância para o amor
Quando Fidel Castro mandou fuzilar os homens que tentaram fugir de Cuba numa embarcação clandestina, meses atrás, o mundo se revoltou. Até mesmo aqueles que eram simpatizantes da política do ditador se manifestaram contra. O escritor José Saramago foi quem melhor soube sintetizar seu sentimento: “Cheguei até aqui”. Com esta simples frase, ele demonstrou qual era seu limite de tolerância. Não iria adiante com Fidel.
Todos nós temos um limite de tolerância em relação a tudo. Mas nas questões amorosas este limite tende a se esticar em função das nossas carências, das nossas fantasias, da nossa esperança de que, da próxima vez, as coisas irão dar certo. Mas não dão. E não dão de novo. Até onde você pode chegar?
Você teve uma relação terminada, sofreu muito, mas até hoje o cara segue seduzindo você. Você não dá a mínima, até que um dia cede, mas aí ele é que não corresponde. Você volta a ficar na sua, ele volta a seduzí-la, você resiste, resiste, resiste, até que um dia você cede de novo, marca um encontro, e ele cancela. E assim passam-se meses, anos, numa situação absurda: ele atrás de você, e quando você diz sim, ele cai fora. Se você não consegue dar um basta nisso, é porque você ainda tem tolerância pra gastar.
Ela lhe telefona e você larga tudo para vê-la, mas no dia seguinte ela volta pro namorado.
O sexo é ótimo entre vocês, mas quando não estão na cama, vocês não conseguem trocar meia-dúzia de frases sem brigar.
Vocês adoram os mesmos filmes, os mesmos programas, são apaixonados um pelo outro, mas sexualmente há uma falta de atração total.
Você se sente infeliz, mas não tem coragem de começar vida nova.
Você se arrependeu de deixá-la, mas seu orgulho impede de pedir pra voltar.
Até onde podemos ir? Até o limite do suportável. Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste. Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: “cheguei até aqui”. E, então, a vida muda.
(Marta Medeiros)
Todos nós temos um limite de tolerância em relação a tudo. Mas nas questões amorosas este limite tende a se esticar em função das nossas carências, das nossas fantasias, da nossa esperança de que, da próxima vez, as coisas irão dar certo. Mas não dão. E não dão de novo. Até onde você pode chegar?
Você teve uma relação terminada, sofreu muito, mas até hoje o cara segue seduzindo você. Você não dá a mínima, até que um dia cede, mas aí ele é que não corresponde. Você volta a ficar na sua, ele volta a seduzí-la, você resiste, resiste, resiste, até que um dia você cede de novo, marca um encontro, e ele cancela. E assim passam-se meses, anos, numa situação absurda: ele atrás de você, e quando você diz sim, ele cai fora. Se você não consegue dar um basta nisso, é porque você ainda tem tolerância pra gastar.
Ela lhe telefona e você larga tudo para vê-la, mas no dia seguinte ela volta pro namorado.
O sexo é ótimo entre vocês, mas quando não estão na cama, vocês não conseguem trocar meia-dúzia de frases sem brigar.
Vocês adoram os mesmos filmes, os mesmos programas, são apaixonados um pelo outro, mas sexualmente há uma falta de atração total.
Você se sente infeliz, mas não tem coragem de começar vida nova.
Você se arrependeu de deixá-la, mas seu orgulho impede de pedir pra voltar.
Até onde podemos ir? Até o limite do suportável. Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste. Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: “cheguei até aqui”. E, então, a vida muda.
(Marta Medeiros)
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A House is not a Home
"A chair is still a chair
Even when there's no one sitting there
But a chair is not a house
And a house is not a home
When there's no one there to hold you tight,
And no one there you can kiss good night.
A room is still a room
Even when there's nothing there but gloom;
But a room is not a house,
And a house is not a home
When the two of us are far apart
And one of us has a broken heart.
Now and then I call your name
And suddenly your face appears
But it's just a crazy game
When it ends it ends in tears.
Darling, have a heart,
Don't let one mistake keep us apart.
I'm not meant to live alone. Turn this house into a home.
When I climb the stair and turn the key,
Oh, please be there still in love with me."
***
Uma amiga me mostrou este textinho há muito, muito tempo...
Que sorte encontrá-lo! Parece bobo, mas é bonito!
Ouvindo: "Deep Silent Complete" - Nightwish
Even when there's no one sitting there
But a chair is not a house
And a house is not a home
When there's no one there to hold you tight,
And no one there you can kiss good night.
A room is still a room
Even when there's nothing there but gloom;
But a room is not a house,
And a house is not a home
When the two of us are far apart
And one of us has a broken heart.
Now and then I call your name
And suddenly your face appears
But it's just a crazy game
When it ends it ends in tears.
Darling, have a heart,
Don't let one mistake keep us apart.
I'm not meant to live alone. Turn this house into a home.
When I climb the stair and turn the key,
Oh, please be there still in love with me."
***
Uma amiga me mostrou este textinho há muito, muito tempo...
Que sorte encontrá-lo! Parece bobo, mas é bonito!
Ouvindo: "Deep Silent Complete" - Nightwish
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Ditado Chinês
“Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão e, ao se encontrarem, eles trocarem os pães, cada homem irá embora com um…
Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma idéia e, ao se encontrarem, eles trocarem as idéias, cada homem irá embora com duas…”
***
Portanto, é de bom grado trocar idéias sempre; elas ajudam a esclarecer dúvidas, acrescentam conhecimento, colaboram na evolução das pessoas, etc. Mesmo que você não necessite, elas podem servir a outrem.
Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma idéia e, ao se encontrarem, eles trocarem as idéias, cada homem irá embora com duas…”
***
Portanto, é de bom grado trocar idéias sempre; elas ajudam a esclarecer dúvidas, acrescentam conhecimento, colaboram na evolução das pessoas, etc. Mesmo que você não necessite, elas podem servir a outrem.
sábado, 30 de agosto de 2008
A Mariposa e a Estrela
Conta a lenda que uma jovem mariposa de corpo frágil e alma sensível voava ao sabor do vento certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante e se apaixonou.
Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor, mas a mãe lhe disse friamente: que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava: que maravilha poder sonhar!
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela. Então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.
Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia: estou muito decepcionada com a minha filha. Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas no fundo, como aliás sempre acontece, ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo tentou, mas seu coração não conseguia esquecer a estrela e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas, quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via à sua volta.
Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas e irmãs já tinham encontrado um amor, mas, ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa e aí soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo que, às vezes, os amores difíceis e impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles amores fáceis e que estão ao alcance de nossas mãos.
Com esta lenda aprendemos duas coisas: valorizar o amor e lutar pelos nossos sonhos, porque sabemos que é a realização deles que nos faz feliz.
***
O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar, e correr o risco de viver seus sonhos.
Voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor, mas a mãe lhe disse friamente: que bobagem! As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas. Procure um poste ou um abajur e se apaixone por algo assim; para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta e pensava: que maravilha poder sonhar!
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante e demonstrar seu amor. Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um pouquinho, iria terminar chegando à estrela. Então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava de seu amor.
Esperava com ansiedade que a noite descesse e, quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente suas asas em direção ao firmamento.
Sua mãe ficava cada vez mais furiosa e dizia: estou muito decepcionada com a minha filha. Todas as suas irmãs e primas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Você devia deixar de lado esses sonhos inúteis e arranjar um amor que possa atingir.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas no fundo, como aliás sempre acontece, ficou marcada pelas palavras da mãe e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo tentou, mas seu coração não conseguia esquecer a estrela e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar sua caminhada em direção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas, quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada na tristeza. Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo que via à sua volta.
Lá do alto podia enxergar as cidades cheias de luzes, onde provavelmente suas primas e irmãs já tinham encontrado um amor, mas, ao ver as montanhas, os oceanos e as nuvens que mudavam de forma a cada minuto, a mariposa começou a amar cada vez mais sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muito tempo depois resolveu voltar à sua casa e aí soube pelos vizinhos que sua mãe, suas irmãs e primas tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo que, às vezes, os amores difíceis e impossíveis trazem muito mais alegrias e benefícios que aqueles amores fáceis e que estão ao alcance de nossas mãos.
Com esta lenda aprendemos duas coisas: valorizar o amor e lutar pelos nossos sonhos, porque sabemos que é a realização deles que nos faz feliz.
***
O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar, e correr o risco de viver seus sonhos.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Ser Feliz Ou Ter Razão?
Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal está atrasado para jantar na casa de alguns amigos. O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro. Ela o orienta, pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que, além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado. Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber: “Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais”. E ela diz: “Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite”.
Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Não se trata de abolir a razão e buscar a felicidade por meio da aprovação do outro a qualquer custo. Também não significa deixar de expressar suas opiniões. Uma atitude assim poderia gerar muitas injustiças. Trata-se de avaliar quando realmente é necessário argumentar pela razão, e quando isso é apenas uma perda de energia desnecessária, comprometendo nosso bem-estar.
***
“A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.”
Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. Não se trata de abolir a razão e buscar a felicidade por meio da aprovação do outro a qualquer custo. Também não significa deixar de expressar suas opiniões. Uma atitude assim poderia gerar muitas injustiças. Trata-se de avaliar quando realmente é necessário argumentar pela razão, e quando isso é apenas uma perda de energia desnecessária, comprometendo nosso bem-estar.
***
“A meta de uma discussão ou debate não deveria ser a vitória, mas o progresso.”
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Indecisões
Um dia você está aqui, mas quer estar lá.
Outro dia você está lá, mas quer estar aqui.
E lá vai você perdido pela vida, sem saber o que quer, nem aonde ir.
Um dia você está sozinho, mas quer encontrar o amor.
Outro dia você o encontrou, mas quer voltar a ficar sozinho.
E lá vai você seguindo com o coração vazio, sem saber porque não recebe de ninguém o seu merecido carinho.
Um dia você está desempregado, e quer logo trabalhar.
Outro dia você está trabalhando, mas não pára de reclamar.
E lá vai você sem dinheiro uma vez mais, sem saber porque nenhuma empresa quer lhe empregar.
Um dia você acusa seus pais, tentando achar um culpado.
Outro dia culpa Deus, por não ser afortunado.
E lá vai você desperdiçando outra oportunidade de ter uma vida produtiva, com alegria e aprendizado.
Um dia, em plena vida, você acha que tudo desaparecerá quando morrer.
Outro dia, além da morte, descobre que a vida teima em continuar, e seus problemas ainda estão com você.
E lá vai você esperando uma nova chance de reencarnar e estar na Terra novamente.
Será que dessa vez você vai viver seu presente ou vai apenas seguir desejando uma situação diferente?
***
É preferível errar com convicção a viver com a incerteza do talvez, não acham?
Outro dia você está lá, mas quer estar aqui.
E lá vai você perdido pela vida, sem saber o que quer, nem aonde ir.
Um dia você está sozinho, mas quer encontrar o amor.
Outro dia você o encontrou, mas quer voltar a ficar sozinho.
E lá vai você seguindo com o coração vazio, sem saber porque não recebe de ninguém o seu merecido carinho.
Um dia você está desempregado, e quer logo trabalhar.
Outro dia você está trabalhando, mas não pára de reclamar.
E lá vai você sem dinheiro uma vez mais, sem saber porque nenhuma empresa quer lhe empregar.
Um dia você acusa seus pais, tentando achar um culpado.
Outro dia culpa Deus, por não ser afortunado.
E lá vai você desperdiçando outra oportunidade de ter uma vida produtiva, com alegria e aprendizado.
Um dia, em plena vida, você acha que tudo desaparecerá quando morrer.
Outro dia, além da morte, descobre que a vida teima em continuar, e seus problemas ainda estão com você.
E lá vai você esperando uma nova chance de reencarnar e estar na Terra novamente.
Será que dessa vez você vai viver seu presente ou vai apenas seguir desejando uma situação diferente?
***
É preferível errar com convicção a viver com a incerteza do talvez, não acham?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Amigos e amigos...
Eu e você somos amigos,
Você fica alegre, eu fico alegre...
Você fica triste, eu fico triste...
Por favor, fique rico!
Eu e você somos amigos,
Você briga, eu brigo...
Você se machuca, eu me machuco...
Você chora, eu choro...
Você pula de uma ponte...
Eu vou sentir saudades, seu besta.
***
"Os amigos nem sempre conseguem levantar você, mas fazem de tudo para não deixar você cair."
Essa é uma homenagem de humor às grandes amizades que possuo!
Você fica alegre, eu fico alegre...
Você fica triste, eu fico triste...
Por favor, fique rico!
Eu e você somos amigos,
Você briga, eu brigo...
Você se machuca, eu me machuco...
Você chora, eu choro...
Você pula de uma ponte...
Eu vou sentir saudades, seu besta.
***
"Os amigos nem sempre conseguem levantar você, mas fazem de tudo para não deixar você cair."
Essa é uma homenagem de humor às grandes amizades que possuo!
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A Flor da Honestidade
Conta-se que por volta do ano 250 a.c, na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei, a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc…
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei, a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc…
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.
Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Viver
"Todos os anos, nesta hora de oração, eu observo seus rostos e vejo algo indefinível em suas expressões.
Sei lá, um misto de alegria e tristeza, não sei se tristeza é a palavra certa, talvez apreensão.
Antigamente, eu não entendia o porquê.
Hoje, um pouco mais velho, um pouco mais maduro, um pouco mais vivido, um pouco mais sensível, eu acho que consigo compreender.
A matemática da vida não é simples.
Cada soma é também uma subtração. Quando somamos mais um ano àqueles que já vivemos, subtraímos um ano daqueles que nos restam para viver.
Então, a felicidade de estarmos aqui hoje vem acompanhada da melancólica percepção de que o tempo voa e a vida passa. Nessa hora de oração, talvez mais do que em qualquer outra, sentimos a urgência de viver.
Tedy Kollek, o dinâmico prefeito de Jerusalém, propõe em sua autobiografia um 11º mandamento: "Não serás paciente".
À primeira vista, tal conselho parece ir contra uma das qualidades mais valorizadas pela humanidade: a paciência é uma virtude.
No entanto, ao refletirmos sobre as palavras de Kollek, percebemos que elas contêm uma grande sabedoria.
A impaciência é necessária para remediar nossa tendência tão humana de protelar.
Pois a verdade é que, em muitas áreas vitais de nossa existência, somos pacientes demais.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem garantia de amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.
Esperamos demais para dizer palavras de perdão que devem ser ditas, para pôr de lado rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo.
Esperamos demais para ser pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.
Esperamos demais para ler os livros, ouvir as músicas, ver os quadros que estão esperando para alargar a nossa mente, enriquecer nosso espírito e expandir nossa alma.
Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã.
Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus também está esperando.
Esperando nós pararmos de esperar.
Esperando nós começarmos a fazer tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados.
Meus amigos, é hora de viver."
(Henry Sobel - presidente da Congregação Israelita Paulista)
***
Viva plenamente, faça coisas que você nunca fez. Perca o medo, continue gostando do que é antigo mas é bom, ajude pessoas que você nunca imaginou, perdoe seus desafetos, tenha gestos de grandeza, cante debaixo do chuveiro, encontre um amor (se ainda não tiver), curta os amigos, marque um gol de placa e ganhe dinheiro!
Sei lá, um misto de alegria e tristeza, não sei se tristeza é a palavra certa, talvez apreensão.
Antigamente, eu não entendia o porquê.
Hoje, um pouco mais velho, um pouco mais maduro, um pouco mais vivido, um pouco mais sensível, eu acho que consigo compreender.
A matemática da vida não é simples.
Cada soma é também uma subtração. Quando somamos mais um ano àqueles que já vivemos, subtraímos um ano daqueles que nos restam para viver.
Então, a felicidade de estarmos aqui hoje vem acompanhada da melancólica percepção de que o tempo voa e a vida passa. Nessa hora de oração, talvez mais do que em qualquer outra, sentimos a urgência de viver.
Tedy Kollek, o dinâmico prefeito de Jerusalém, propõe em sua autobiografia um 11º mandamento: "Não serás paciente".
À primeira vista, tal conselho parece ir contra uma das qualidades mais valorizadas pela humanidade: a paciência é uma virtude.
No entanto, ao refletirmos sobre as palavras de Kollek, percebemos que elas contêm uma grande sabedoria.
A impaciência é necessária para remediar nossa tendência tão humana de protelar.
Pois a verdade é que, em muitas áreas vitais de nossa existência, somos pacientes demais.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem garantia de amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.
Esperamos demais para dizer palavras de perdão que devem ser ditas, para pôr de lado rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo.
Esperamos demais para ser pais de nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.
Esperamos demais para ler os livros, ouvir as músicas, ver os quadros que estão esperando para alargar a nossa mente, enriquecer nosso espírito e expandir nossa alma.
Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor que talvez não seja mais necessário amanhã.
Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus também está esperando.
Esperando nós pararmos de esperar.
Esperando nós começarmos a fazer tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados.
Meus amigos, é hora de viver."
(Henry Sobel - presidente da Congregação Israelita Paulista)
***
Viva plenamente, faça coisas que você nunca fez. Perca o medo, continue gostando do que é antigo mas é bom, ajude pessoas que você nunca imaginou, perdoe seus desafetos, tenha gestos de grandeza, cante debaixo do chuveiro, encontre um amor (se ainda não tiver), curta os amigos, marque um gol de placa e ganhe dinheiro!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Pedrinhas
Um homem caminhava pela praia numa noite de lua cheia e pensava:
"Se tivesse um carro novo, seria feliz."
"Se tivesse uma casa grande, seria feliz."
"Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz."
"Se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz."
Nesse momento, tropeçou em uma pequena sacola cheia de pedras e começou jogá-las uma a uma no mar.
E a cada vez dizia: "Seria feliz se tivesse..."
Assim fez até que restou apenas uma pedrinha, que decidiu guardar.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.
Quantos diamantes teria jogado ao mar sem parar para pensar?
Muitas vezes nós também jogamos fora nossos preciosos tesouros, esperando o que acreditamos ser perfeito.
"Se você ainda não pode ter o que sonha,
Dê valor e ame o que você tem!"
***
Muito perto de si está a sua felicidade. Cada pedrinha deve ser observada - pode ser um diamante valioso. Depende de cada um aproveitá-la ou lançá-la ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-la.
"Se tivesse um carro novo, seria feliz."
"Se tivesse uma casa grande, seria feliz."
"Se tivesse um excelente trabalho, seria feliz."
"Se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz."
Nesse momento, tropeçou em uma pequena sacola cheia de pedras e começou jogá-las uma a uma no mar.
E a cada vez dizia: "Seria feliz se tivesse..."
Assim fez até que restou apenas uma pedrinha, que decidiu guardar.
Ao chegar em casa percebeu que aquela pedrinha tratava-se de um diamante muito valioso.
Quantos diamantes teria jogado ao mar sem parar para pensar?
Muitas vezes nós também jogamos fora nossos preciosos tesouros, esperando o que acreditamos ser perfeito.
"Se você ainda não pode ter o que sonha,
Dê valor e ame o que você tem!"
***
Muito perto de si está a sua felicidade. Cada pedrinha deve ser observada - pode ser um diamante valioso. Depende de cada um aproveitá-la ou lançá-la ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-la.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
O Inimigo
Sentir raiva e gostar, é quase a mesma coisa.
Ódio e Amor. Tanto faz.
As pessoas que detestamos ocupam um tempo em nossas cabeças: o tempo para detestá-las, o tempo de arquitetar planos imaginários ou reais em que a pessoa odiada se ferra, enquanto que nós nos damos bem. O tempo em que gastamos para falar mal dela para terceiros. O tempo em que nos preocupamos em sobrepor nossas idéias e nossos pontos de vista como os melhores e verdadeiros. O tempo que gastamos para provar o quão louca e sem razão é a pessoa que detestamos.
Sentir raiva demanda muito de nossas energias e aproxima. Como a raiva aproxima! Nos põe no mesmo barco, quase amantes. A indiferença sim, distancia. A indiferença coloca a pessoa odiada do tamanho de uma formiga, e tudo o que a formiga fizer, não atinge. A indiferença não pressupõe vinganças, ataques obscuros, e na raiva, tudo é obscuro. Enquanto no amor se pode dividir os sentimentos, partilhar, conversar sobre os problemas e conflitos, na raiva tudo é simulado e nada é conversado ou esclarecido. Começando por negar a própria raiva e simular indiferença. Fingir que essa pessoa tão detestada é aquela formiguinha que não nos atinge.
Finge-se indiferença enquanto que na verdade se detesta do fundo do coração.
E como dói! Dói tanto não gostar que tantas vezes ficamos tentados a chegar às pessoas que detestamos e abrir nosso coração, e esclarecer tudo, botar em pratos limpos todos os motivos do ódio, que basicamente, independente de toda a situação que gerou o conflito, e é só um:
“Olha, eu lhe detesto por você ser o que é, porque você tem uma lista de defeitos intoleráveis. Todo mundo tem defeitos, certo, ninguém é perfeito. Mas os seus são inaceitáveis! Eu não posso aceitar alguém como você, compreende?”
Mas, quando se tem a liberdade de chegar a uma pessoa e desfilar sua lista de defeitos na intenção de esclarecer e limpar uma situação é porque se tem um vínculo de amizade muito maior do que qualquer raiva que tenha surgido, e provavelmente se é mais amigo do que inimigo.
O verdadeiro inimigo não lhe dá essa liberdade. Para o inimigo não se pode abrir o coração porque muito provavelmente ele irá tripudiar de seus sentimentos. O inimigo falta com a verdade, e lhe negará a raiva que também sente por você, e dirá: “ora, eu não lhe odeio, você para mim é uma formiguinha”.
O inimigo não quer a verdade, ele quer vencer. Quer vencer sobre você e não tem melhor arma para ele do que a sua disposição para abrir o coração. E ainda tem mais: quando se vence seu inimigo, quando se diz a última palavra, quando se tripudia e se consegue, finalmente, humilhar tão vil pessoa, essa a quem se detesta, o coração não se alivia e continua amargurado, continua com aquela mesma ambigüidade da raiva, porque a raiva atrai. Já não disse isso? Sentir raiva e gostar, ambos os sentimentos ligam as pessoas e as põe no mesmo barco.
Para aliviar o coração que odeia só há dois caminhos: aceitar e amar o inimigo como a pessoa que ele é e com todos os seus defeitos, ou perceber que realmente ele é alguém que não vale a pena e então descarta-o verdadeiramente, o que compreende não odiá-lo, ou perder qualquer segundo sentindo raiva por sua pessoa. E ambas as coisas são difíceis.
******
A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se, é uma virtude. A única maneira de fazer amigos é sê-lo nós próprios.
(Simone Weil)
Ódio e Amor. Tanto faz.
As pessoas que detestamos ocupam um tempo em nossas cabeças: o tempo para detestá-las, o tempo de arquitetar planos imaginários ou reais em que a pessoa odiada se ferra, enquanto que nós nos damos bem. O tempo em que gastamos para falar mal dela para terceiros. O tempo em que nos preocupamos em sobrepor nossas idéias e nossos pontos de vista como os melhores e verdadeiros. O tempo que gastamos para provar o quão louca e sem razão é a pessoa que detestamos.
Sentir raiva demanda muito de nossas energias e aproxima. Como a raiva aproxima! Nos põe no mesmo barco, quase amantes. A indiferença sim, distancia. A indiferença coloca a pessoa odiada do tamanho de uma formiga, e tudo o que a formiga fizer, não atinge. A indiferença não pressupõe vinganças, ataques obscuros, e na raiva, tudo é obscuro. Enquanto no amor se pode dividir os sentimentos, partilhar, conversar sobre os problemas e conflitos, na raiva tudo é simulado e nada é conversado ou esclarecido. Começando por negar a própria raiva e simular indiferença. Fingir que essa pessoa tão detestada é aquela formiguinha que não nos atinge.
Finge-se indiferença enquanto que na verdade se detesta do fundo do coração.
E como dói! Dói tanto não gostar que tantas vezes ficamos tentados a chegar às pessoas que detestamos e abrir nosso coração, e esclarecer tudo, botar em pratos limpos todos os motivos do ódio, que basicamente, independente de toda a situação que gerou o conflito, e é só um:
“Olha, eu lhe detesto por você ser o que é, porque você tem uma lista de defeitos intoleráveis. Todo mundo tem defeitos, certo, ninguém é perfeito. Mas os seus são inaceitáveis! Eu não posso aceitar alguém como você, compreende?”
Mas, quando se tem a liberdade de chegar a uma pessoa e desfilar sua lista de defeitos na intenção de esclarecer e limpar uma situação é porque se tem um vínculo de amizade muito maior do que qualquer raiva que tenha surgido, e provavelmente se é mais amigo do que inimigo.
O verdadeiro inimigo não lhe dá essa liberdade. Para o inimigo não se pode abrir o coração porque muito provavelmente ele irá tripudiar de seus sentimentos. O inimigo falta com a verdade, e lhe negará a raiva que também sente por você, e dirá: “ora, eu não lhe odeio, você para mim é uma formiguinha”.
O inimigo não quer a verdade, ele quer vencer. Quer vencer sobre você e não tem melhor arma para ele do que a sua disposição para abrir o coração. E ainda tem mais: quando se vence seu inimigo, quando se diz a última palavra, quando se tripudia e se consegue, finalmente, humilhar tão vil pessoa, essa a quem se detesta, o coração não se alivia e continua amargurado, continua com aquela mesma ambigüidade da raiva, porque a raiva atrai. Já não disse isso? Sentir raiva e gostar, ambos os sentimentos ligam as pessoas e as põe no mesmo barco.
Para aliviar o coração que odeia só há dois caminhos: aceitar e amar o inimigo como a pessoa que ele é e com todos os seus defeitos, ou perceber que realmente ele é alguém que não vale a pena e então descarta-o verdadeiramente, o que compreende não odiá-lo, ou perder qualquer segundo sentindo raiva por sua pessoa. E ambas as coisas são difíceis.
******
A amizade não se busca, não se sonha, não se deseja; ela exerce-se, é uma virtude. A única maneira de fazer amigos é sê-lo nós próprios.
(Simone Weil)
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Qualidades e Defeitos
Esta breve estória, da qual desconheço o autor, nos fornece uma ótima imagem a respeito do comportamento humano. Segundo ela, os homens caminham pela face da Terra em uma fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente guardamos todas as nossas qualidades. Já na sacola de trás, colocamos todos os nossos defeitos. Por esta razão, durante a jornada de nossa vida, mantemos o tempo todo nossos olhos fixos nas virtudes que possuímos, que estão presas em nosso peito e, ao mesmo tempo, reparamos sem piedade nas costas do companheiro que está à nossa frente, vendo apenas os defeitos que ele possui. E, desta forma, nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa que está andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.
***
Por que será que fazemos isso?
***
Por que será que fazemos isso?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Mude Seu Rumo
O diálogo abaixo foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland. Os americanos começaram na maciota:
- Favor alterar seu curso 15 graus para o norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os Canadenses responderam de pronto:
-Recomendo mudar o seu 15 graus para o sul.
O Americano ficou irritado:
-Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
-Não. Mude o SEU curso atual.
O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone:
- Este é o porta-aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americada no Atlântico. Estamos acompanhados de três Destroyers, três Fragatas e numerosos navios de suporte. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para norte, ou então tomaremos contramedidas para garantir a segurança do navio.
E o Canadense respondeu:
- Aqui é um farol. Câmbio!
***
Reflexão...
Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos. Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...
- Favor alterar seu curso 15 graus para o norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os Canadenses responderam de pronto:
-Recomendo mudar o seu 15 graus para o sul.
O Americano ficou irritado:
-Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
-Não. Mude o SEU curso atual.
O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone:
- Este é o porta-aviões USS Lincoln, o segundo maior navio da frota americada no Atlântico. Estamos acompanhados de três Destroyers, três Fragatas e numerosos navios de suporte. Eu exijo que vocês mudem seu curso 15 graus para norte, ou então tomaremos contramedidas para garantir a segurança do navio.
E o Canadense respondeu:
- Aqui é um farol. Câmbio!
***
Reflexão...
Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos. Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
"O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"
Por recomendação de muitos, assisti ao ótimo "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Apesar de muito falado, somente tive a oportunidade de conferir o filme ontem. Realmente, as indicações se validaram: é um filme excelente. Leve, sensível, envolvente e, ao meu ver, muitas vezes engraçado! Ótimos diálogos e muitas idéias boas! A crítica foi praticamente unânime em atestar a qualide do filme, destacando seus méritos técnicos e de realização, sendo considerado uma das melhoras obras de 2002. Buscando, achei uma crítica muito interessante, que diz que "nem tudo é tão inocente quanto parece ser". Vale a pena conferir:
http://www.contracampo.com.br/31/ameliepoulain.htm
http://www.contracampo.com.br/31/ameliepoulain.htm
Aqui coloco entre parênteses: é estranho como as críticas negativas acabam sendo sempre mais instigantes que as positivas, não é? Pra mim, isso não tira o brilho do filme quando ele é realmente bom, como aqui.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Pensamento Positivo
Pense grande e seus feitos crescerão.
Pense pequeno e irás depressa até o chão.
Fraco é aquele que fraco se imagina.
Olha ao alto pois ao alto se destina.
Não é o mais o que o disco lança.
Nem o que mais corre que a meta alcança.
Mas o que firme em frente com a decisão firmada na sua mente.
***
Pra pensar...
Pense pequeno e irás depressa até o chão.
Fraco é aquele que fraco se imagina.
Olha ao alto pois ao alto se destina.
Não é o mais o que o disco lança.
Nem o que mais corre que a meta alcança.
Mas o que firme em frente com a decisão firmada na sua mente.
***
Pra pensar...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
8 Diferenças Entre Você e o Seu Chefe
A vida nem sempre é justa, e nem sempre as pessoas são tratadas como iguais, mesmo trabalhando juntas todo dia.
Vejamos, por exemplo, você e seu chefe…
Se você demora em concluir, é lento ou burro;
Se o seu chefe demora em concluir, tem visão de longo prazo.
Se você não faz, é preguiçoso (ou burro);
Se o seu chefe não faz, é muito ocupado.
Se você erra, é (muito) burro;
Se o seu chefe erra, ele é humano.
Se você faz algo sem consultar superiores, está ignorando a autoridade;
Se o seu chefe faz a mesma coisa, ele tem iniciativa.
Se você teima, é um cabeça dura;
Se o seu chefe teima, ele é consistente em suas posições.
Se você agrada seu chefe, é um puxa-saco;
Se o seu chefe agrada o chefe dele, é generoso e cooperativo.
Se você não está no escritório, está vagabundeando;
Se o seu chefe não está no escritório, está em negócios.
Se você quebra uma regra de etiqueta, é um burro capiau sem classe;
Se o seu chefe quebra as mesmas regras, é original e irreverente.
***
Ok, realmente não parece justo.
Como mudar isso?
Simples, torne-se um chefe também!
Vejamos, por exemplo, você e seu chefe…
Se você demora em concluir, é lento ou burro;
Se o seu chefe demora em concluir, tem visão de longo prazo.
Se você não faz, é preguiçoso (ou burro);
Se o seu chefe não faz, é muito ocupado.
Se você erra, é (muito) burro;
Se o seu chefe erra, ele é humano.
Se você faz algo sem consultar superiores, está ignorando a autoridade;
Se o seu chefe faz a mesma coisa, ele tem iniciativa.
Se você teima, é um cabeça dura;
Se o seu chefe teima, ele é consistente em suas posições.
Se você agrada seu chefe, é um puxa-saco;
Se o seu chefe agrada o chefe dele, é generoso e cooperativo.
Se você não está no escritório, está vagabundeando;
Se o seu chefe não está no escritório, está em negócios.
Se você quebra uma regra de etiqueta, é um burro capiau sem classe;
Se o seu chefe quebra as mesmas regras, é original e irreverente.
***
Ok, realmente não parece justo.
Como mudar isso?
Simples, torne-se um chefe também!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Aprenda a Escutar Seu Coração
Precisamos das outras pessoas não apenas para permanecermos vivos, mas para nos sentirmos totalmente humanos: carinhosos, engraçados, brincalhões e generosos. Quão genuína será a minha capacidade de amar se eu não tiver com quem compartilhar uma risada, uma delicadeza ou mesmo meus sonhos?
Posso amar uma idéia ou uma visão, mas não posso tocá-la. Se minhas imperfeições não puderem ser perdoadas, se eu não tiver a quem dizer o indizível, então não sou humano. Sou uma coisa, um objeto em movimento, mas sem harmonia.
(Hugh Prather)
***
"O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações de minha família."
Posso amar uma idéia ou uma visão, mas não posso tocá-la. Se minhas imperfeições não puderem ser perdoadas, se eu não tiver a quem dizer o indizível, então não sou humano. Sou uma coisa, um objeto em movimento, mas sem harmonia.
(Hugh Prather)
***
"O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações de minha família."
sexta-feira, 28 de março de 2008
Milho Bom
Um fazendeiro, durante anos, ganhava o prêmio do “Milho Bom”.
Entrevistado por um grande jornal sobre o seu segredo, respondeu:
- Compartilho a semente do meu milho com os fazendeiros vizinhos.
Este é meu segredo!
- Mas seus vizinhos são seus concorrentes! Como o senhor, então, compartilha sua melhor semente com eles? – Perguntou o repórter.
- O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização degradará a qualidade do meu milho. Em compensação, se eu cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a fazer o mesmo.
***
Que em 2008 possamos compartilhar aprendizados, crescimento e a construção de um mundo melhor.
Entrevistado por um grande jornal sobre o seu segredo, respondeu:
- Compartilho a semente do meu milho com os fazendeiros vizinhos.
Este é meu segredo!
- Mas seus vizinhos são seus concorrentes! Como o senhor, então, compartilha sua melhor semente com eles? – Perguntou o repórter.
- O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização degradará a qualidade do meu milho. Em compensação, se eu cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a fazer o mesmo.
***
Que em 2008 possamos compartilhar aprendizados, crescimento e a construção de um mundo melhor.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Marido Bem Tratado
Era uma vez um homem que tinha passado toda a sua vida trabalhando e que poupara todos os centavos que ganhava. Ele era realmente muito mão-de-vaca no que tocava ao seu dinheiro.
Antes de morrer, disse à mulher: "Ouve-me bem! Quando eu morrer, quero que pegues todo o meu dinheiro e o coloques no caixão junto comigo. Eu quero levar todo o meu dinheiro para a minha próxima encarnação."
Dito isto, obrigou a mulher a prometer, que, quando ele morresse, ela colocaria todo o seu dinheiro dentro do caixão junto dele.
Um dia o homem morre.
Foi colocado dentro do caixão, enquanto a mulher se mantinha sentada a seu lado, toda de preto, acompanhada pelos amigos mais chegados. Quando terminaram a cerimônia, e antes de o padre se preparar para fechar o caixão, a mulher disse: "Só um minuto!"
Tinha uma caixa de sapatos com ela. Aproximou-se e colocou-a dentro do caixão, juntamente com o corpo.
Um amigo disse-lhe: "Espero que não tenhas sido doida o suficiente para meteres todo aquele dinheiro dentro do caixão!"
Ela respondeu: "Claro que sim. Eu prometi-lhe que colocaria aquele dinheiro junto dele e foi exatamente o que fiz."
"Estás me dizendo que puseste todos os centavos que ele tinha dentro do caixão com ele?"
"Claro que sim!" respondeu a mulher. "Juntei todo o seu dinheiro, depositei-o na minha conta e passei-lhe um cheque."
***
Essa é uma homenagem a todas as mulheres inteligentes!
Uma excelente semana para vocês!
(Não esqueçam de colocar o cheque devidamente nominal e cruzado...)
Antes de morrer, disse à mulher: "Ouve-me bem! Quando eu morrer, quero que pegues todo o meu dinheiro e o coloques no caixão junto comigo. Eu quero levar todo o meu dinheiro para a minha próxima encarnação."
Dito isto, obrigou a mulher a prometer, que, quando ele morresse, ela colocaria todo o seu dinheiro dentro do caixão junto dele.
Um dia o homem morre.
Foi colocado dentro do caixão, enquanto a mulher se mantinha sentada a seu lado, toda de preto, acompanhada pelos amigos mais chegados. Quando terminaram a cerimônia, e antes de o padre se preparar para fechar o caixão, a mulher disse: "Só um minuto!"
Tinha uma caixa de sapatos com ela. Aproximou-se e colocou-a dentro do caixão, juntamente com o corpo.
Um amigo disse-lhe: "Espero que não tenhas sido doida o suficiente para meteres todo aquele dinheiro dentro do caixão!"
Ela respondeu: "Claro que sim. Eu prometi-lhe que colocaria aquele dinheiro junto dele e foi exatamente o que fiz."
"Estás me dizendo que puseste todos os centavos que ele tinha dentro do caixão com ele?"
"Claro que sim!" respondeu a mulher. "Juntei todo o seu dinheiro, depositei-o na minha conta e passei-lhe um cheque."
***
Essa é uma homenagem a todas as mulheres inteligentes!
Uma excelente semana para vocês!
(Não esqueçam de colocar o cheque devidamente nominal e cruzado...)
domingo, 23 de março de 2008
Um Teste Psicológico
Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes. Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida. Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana. Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto. Dias depois, a garota matou a própria irmã.
Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?
(Não leia a resposta antes de ter pensado!)
Resposta:
- Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.
Se você acertou a resposta, você pensa como um psicopata.
Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, sempre os fins justificam os meios.
Se você errou... bom para você, bom para sua família e bom para seus amigos. E podes ficar tranquilo, eu errei também.
Se você acertou a resposta... apague meu nome da sua agenda, apague meu nome do seu celular, apague meu e-mail do seu micro e esqueça que me conheceu um dia!
"Amar é uma atitude que independe dos sentimentos ou circunstâncias."
Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?
(Não leia a resposta antes de ter pensado!)
Resposta:
- Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.
Se você acertou a resposta, você pensa como um psicopata.
Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, sempre os fins justificam os meios.
Se você errou... bom para você, bom para sua família e bom para seus amigos. E podes ficar tranquilo, eu errei também.
Se você acertou a resposta... apague meu nome da sua agenda, apague meu nome do seu celular, apague meu e-mail do seu micro e esqueça que me conheceu um dia!
"Amar é uma atitude que independe dos sentimentos ou circunstâncias."
sexta-feira, 21 de março de 2008
O Homem do Futuro
Olhai, eu vos mostro o último homem:
"O que é o amor? O que é a criação? O que é a nostalgia? O que é estrela?" - eis o que o último homem perguntará, e piscará o olho.
A Terra então terá se tornado pequena e sobre ela o último homem irá claudicando, aquele que a tudo rebaixa. Sua raça será indestrutível como a do pulgão; o último homem viverá o maior tempo possível.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão os olhos.
Eles já terão abandonado as regiões onde a vida é dura: pois temos necessidade de calor. Ainda se amará o próximo e se esfregará nele: pois temos necessidade de calor.
A doença e a desconfiança serão pecado a seus olhos; é preciso tratá-las com precaução. Louco será quem ainda tropece em pedra ou em homens!
Aqui e ali uma pequena dose de veneno: isto torna os sonhos agradáveis. E, por fim, bastante veneno, para morrer de maneira agradável.
Ainda se trabalhará, pois o trabalho distrai. Mas se tomará cuidado para que a distração não cause fadiga.
Ninguém será nem mais rico nem pobre; os dois são demasiadamente penosos. Quem desejará ainda comandar? Quem desejará ainda obedecer? Os dois são demasiadamente penosos.
Nenhum pastor, um só rebanho! Todos hão de querer a mesma coisa, todos serão iguais. Quem pensar de outro modo, entrará por livre vontade no asilo de loucos!
"Antes todo mundo era louco" - dirão os mais finos, e piscarão o olho.
Ainda se poderá ser prudente, e saber tudo que passou; haverá do que se possa zombar sem fim. Ainda haverá disputa, mas logo virá a reconciliação - senão o estômago pode se estragar.
Ainda se poderá ter seu pequeno prazer diário, seu pequeno prazer noturno, mas a saúde será glorificada.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão o olho.
De Friedrich Nietzsche, em 'Assim Falava Zaratustra'
Tradução: Duda Machado
***
Descobri este fragmento enquanto lia um breviário de citações de Nietzsche e achei muito interessante.
Será que no futuro todos os homens serão iguais?
"O que é o amor? O que é a criação? O que é a nostalgia? O que é estrela?" - eis o que o último homem perguntará, e piscará o olho.
A Terra então terá se tornado pequena e sobre ela o último homem irá claudicando, aquele que a tudo rebaixa. Sua raça será indestrutível como a do pulgão; o último homem viverá o maior tempo possível.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão os olhos.
Eles já terão abandonado as regiões onde a vida é dura: pois temos necessidade de calor. Ainda se amará o próximo e se esfregará nele: pois temos necessidade de calor.
A doença e a desconfiança serão pecado a seus olhos; é preciso tratá-las com precaução. Louco será quem ainda tropece em pedra ou em homens!
Aqui e ali uma pequena dose de veneno: isto torna os sonhos agradáveis. E, por fim, bastante veneno, para morrer de maneira agradável.
Ainda se trabalhará, pois o trabalho distrai. Mas se tomará cuidado para que a distração não cause fadiga.
Ninguém será nem mais rico nem pobre; os dois são demasiadamente penosos. Quem desejará ainda comandar? Quem desejará ainda obedecer? Os dois são demasiadamente penosos.
Nenhum pastor, um só rebanho! Todos hão de querer a mesma coisa, todos serão iguais. Quem pensar de outro modo, entrará por livre vontade no asilo de loucos!
"Antes todo mundo era louco" - dirão os mais finos, e piscarão o olho.
Ainda se poderá ser prudente, e saber tudo que passou; haverá do que se possa zombar sem fim. Ainda haverá disputa, mas logo virá a reconciliação - senão o estômago pode se estragar.
Ainda se poderá ter seu pequeno prazer diário, seu pequeno prazer noturno, mas a saúde será glorificada.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão o olho.
De Friedrich Nietzsche, em 'Assim Falava Zaratustra'
Tradução: Duda Machado
***
Descobri este fragmento enquanto lia um breviário de citações de Nietzsche e achei muito interessante.
Será que no futuro todos os homens serão iguais?
quinta-feira, 20 de março de 2008
A Lenda do Monge e do Escorpião
“Semeia-se um pensamento, colhe-se um ato;
semeia-se um ato, colhe-se um hábito;
semeia-se um hábito, colhe-se um caráter;
semeia-se um caráter, colhe-se um destino“.
Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
semeia-se um ato, colhe-se um hábito;
semeia-se um hábito, colhe-se um caráter;
semeia-se um caráter, colhe-se um destino“.
Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Título do Blog
Vamos dar crédito a quem merece... O título do blog surgiu com a seguinte conversa no Msn:
Marcio: "Cara, vou fazer um blog... Me dá uma idéia para o nome..."
Thiago: "Pra que vc vai fazer um blog?"
Thiago: "Vc tem danos cerebrais"
Marcio: "Isso!"
Marcio: "Boa idéia..."
=)
Valeu, Negão!
Ouvindo: "Fuel" - Metallica
Marcio: "Cara, vou fazer um blog... Me dá uma idéia para o nome..."
Thiago: "Pra que vc vai fazer um blog?"
Thiago: "Vc tem danos cerebrais"
Marcio: "Isso!"
Marcio: "Boa idéia..."
=)
Valeu, Negão!
Ouvindo: "Fuel" - Metallica
quarta-feira, 19 de março de 2008
O Mistério da Raposa Macabra
Abram o Word e digitem:
=rand(200,99)
e apertem Enter...
Alguém me explica isso???
=rand(200,99)
e apertem Enter...
Alguém me explica isso???
terça-feira, 18 de março de 2008
Quintanares de Quintana
Quando completou cem anos do nascimento do poeta Mario Quintana, a Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro idealizou, como parte do evento "Quintanares de Quintana", um concurso entre alunos de graduação com poemas inspirados na obra do autor. Tenho a honra de ser muito amigo do autor da poesia selecionada como a melhor e a divulgo aqui, com a devida permissão, como primeiro post do meu blog.
"Papéis"
(Cesar Tadeu Lopes)
A mala que deveria me guardar nasceu aberta.
Os infinitos papéis voaram
por todos os cantos do vento,
mergulharam em todas as Atlântidas
e sorriram sinfonias e lendas.
Os papéis inundaram seu quintal, sua favela.
Invadiram casas sem vida,
luxuosas mansões,
suntuosas praças e cobriram
fétidos mendigos deitados em bancos repletos de cupins.
Inundaram desespero em olhos
e mais olhos.
Alimentaram ânsias nas crianças,
azias nos adultos, anciões nos picos dos montes.
Os pandêmicos papéis voaram
causando, mas só causando,
problemas sociais, anti-regimentais,
estomacais, tão pequenos
diante do horário político, das bombas-atômicas,
dos doces.
Mas tão livres foram os papéis
que tão inocentes destinaram-se ao caminho
do fogo dos hereges,
o fim do jogo para os que acreditam por demais.
E a chave que trancaria a mala,
inverteria o rumo da história,
a direção dos cometas, a concisão dos cataclismos,
onde está?
Desistam escafandros, homens-rãs,
poetas...
A chave?
Não está no mar.
Não está em lugar nenhum.
Esqueceram de inventar.
E já é tarde.
Sobram cinzas minhas por toda face da Terra,
na sua face.
O que mais existe são tristes vestígios
de mim.
"Papéis"
(Cesar Tadeu Lopes)
A mala que deveria me guardar nasceu aberta.
Os infinitos papéis voaram
por todos os cantos do vento,
mergulharam em todas as Atlântidas
e sorriram sinfonias e lendas.
Os papéis inundaram seu quintal, sua favela.
Invadiram casas sem vida,
luxuosas mansões,
suntuosas praças e cobriram
fétidos mendigos deitados em bancos repletos de cupins.
Inundaram desespero em olhos
e mais olhos.
Alimentaram ânsias nas crianças,
azias nos adultos, anciões nos picos dos montes.
Os pandêmicos papéis voaram
causando, mas só causando,
problemas sociais, anti-regimentais,
estomacais, tão pequenos
diante do horário político, das bombas-atômicas,
dos doces.
Mas tão livres foram os papéis
que tão inocentes destinaram-se ao caminho
do fogo dos hereges,
o fim do jogo para os que acreditam por demais.
E a chave que trancaria a mala,
inverteria o rumo da história,
a direção dos cometas, a concisão dos cataclismos,
onde está?
Desistam escafandros, homens-rãs,
poetas...
A chave?
Não está no mar.
Não está em lugar nenhum.
Esqueceram de inventar.
E já é tarde.
Sobram cinzas minhas por toda face da Terra,
na sua face.
O que mais existe são tristes vestígios
de mim.
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