sexta-feira, 28 de março de 2008

Milho Bom

Um fazendeiro, durante anos, ganhava o prêmio do “Milho Bom”.

Entrevistado por um grande jornal sobre o seu segredo, respondeu:
- Compartilho a semente do meu milho com os fazendeiros vizinhos.

Este é meu segredo!

- Mas seus vizinhos são seus concorrentes! Como o senhor, então, compartilha sua melhor semente com eles? – Perguntou o repórter.

- O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva de campo para campo. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização degradará a qualidade do meu milho. Em compensação, se eu cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a fazer o mesmo.

***

Que em 2008 possamos compartilhar aprendizados, crescimento e a construção de um mundo melhor.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Marido Bem Tratado

Era uma vez um homem que tinha passado toda a sua vida trabalhando e que poupara todos os centavos que ganhava. Ele era realmente muito mão-de-vaca no que tocava ao seu dinheiro.
Antes de morrer, disse à mulher: "Ouve-me bem! Quando eu morrer, quero que pegues todo o meu dinheiro e o coloques no caixão junto comigo. Eu quero levar todo o meu dinheiro para a minha próxima encarnação."

Dito isto, obrigou a mulher a prometer, que, quando ele morresse, ela colocaria todo o seu dinheiro dentro do caixão junto dele.

Um dia o homem morre.

Foi colocado dentro do caixão, enquanto a mulher se mantinha sentada a seu lado, toda de preto, acompanhada pelos amigos mais chegados. Quando terminaram a cerimônia, e antes de o padre se preparar para fechar o caixão, a mulher disse: "Só um minuto!"

Tinha uma caixa de sapatos com ela. Aproximou-se e colocou-a dentro do caixão, juntamente com o corpo.

Um amigo disse-lhe: "Espero que não tenhas sido doida o suficiente para meteres todo aquele dinheiro dentro do caixão!"

Ela respondeu: "Claro que sim. Eu prometi-lhe que colocaria aquele dinheiro junto dele e foi exatamente o que fiz."

"Estás me dizendo que puseste todos os centavos que ele tinha dentro do caixão com ele?"

"Claro que sim!" respondeu a mulher. "Juntei todo o seu dinheiro, depositei-o na minha conta e passei-lhe um cheque."


***

Essa é uma homenagem a todas as mulheres inteligentes!
Uma excelente semana para vocês!

(Não esqueçam de colocar o cheque devidamente nominal e cruzado...)

domingo, 23 de março de 2008

Um Teste Psicológico

Uma garota, durante o funeral de sua mãe, conheceu um rapaz que nunca tinha visto antes. Achou o cara tão maravilhoso que acreditou ser o homem da sua vida. Apaixonou-se por ele e começaram um namoro que durou uma semana. Sem mais nem menos, o rapaz sumiu e nunca mais foi visto. Dias depois, a garota matou a própria irmã.

Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua própria irmã?

(Não leia a resposta antes de ter pensado!)



Resposta:
- Ela matou porque esperava que o rapaz pudesse aparecer novamente no funeral de sua irmã.

Se você acertou a resposta, você pensa como um psicopata.

Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais (serial killers). A maioria dos assassinos presos acertou a resposta. Para um psicopata, sempre os fins justificam os meios.

Se você errou... bom para você, bom para sua família e bom para seus amigos. E podes ficar tranquilo, eu errei também.

Se você acertou a resposta... apague meu nome da sua agenda, apague meu nome do seu celular, apague meu e-mail do seu micro e esqueça que me conheceu um dia!


"Amar é uma atitude que independe dos sentimentos ou circunstâncias."

sexta-feira, 21 de março de 2008

O Homem do Futuro

Olhai, eu vos mostro o último homem:
"O que é o amor? O que é a criação? O que é a nostalgia? O que é estrela?" - eis o que o último homem perguntará, e piscará o olho.
A Terra então terá se tornado pequena e sobre ela o último homem irá claudicando, aquele que a tudo rebaixa. Sua raça será indestrutível como a do pulgão; o último homem viverá o maior tempo possível.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão os olhos.
Eles já terão abandonado as regiões onde a vida é dura: pois temos necessidade de calor. Ainda se amará o próximo e se esfregará nele: pois temos necessidade de calor.
A doença e a desconfiança serão pecado a seus olhos; é preciso tratá-las com precaução. Louco será quem ainda tropece em pedra ou em homens!
Aqui e ali uma pequena dose de veneno: isto torna os sonhos agradáveis. E, por fim, bastante veneno, para morrer de maneira agradável.
Ainda se trabalhará, pois o trabalho distrai. Mas se tomará cuidado para que a distração não cause fadiga.
Ninguém será nem mais rico nem pobre; os dois são demasiadamente penosos. Quem desejará ainda comandar? Quem desejará ainda obedecer? Os dois são demasiadamente penosos.
Nenhum pastor, um só rebanho! Todos hão de querer a mesma coisa, todos serão iguais. Quem pensar de outro modo, entrará por livre vontade no asilo de loucos!
"Antes todo mundo era louco" - dirão os mais finos, e piscarão o olho.
Ainda se poderá ser prudente, e saber tudo que passou; haverá do que se possa zombar sem fim. Ainda haverá disputa, mas logo virá a reconciliação - senão o estômago pode se estragar.
Ainda se poderá ter seu pequeno prazer diário, seu pequeno prazer noturno, mas a saúde será glorificada.
"Nós descobrimos a felicidade" - dirão os últimos homens, e piscarão o olho.

De Friedrich Nietzsche, em 'Assim Falava Zaratustra'
Tradução: Duda Machado

***

Descobri este fragmento enquanto lia um breviário de citações de Nietzsche e achei muito interessante.

Será que no futuro todos os homens serão iguais?

quinta-feira, 20 de março de 2008

A Lenda do Monge e do Escorpião

“Semeia-se um pensamento, colhe-se um ato;
semeia-se um ato, colhe-se um hábito;
semeia-se um hábito, colhe-se um caráter;
semeia-se um caráter, colhe-se um destino“.

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!"

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

Título do Blog

Vamos dar crédito a quem merece... O título do blog surgiu com a seguinte conversa no Msn:

Marcio: "Cara, vou fazer um blog... Me dá uma idéia para o nome..."
Thiago: "Pra que vc vai fazer um blog?"
Thiago: "Vc tem danos cerebrais"
Marcio: "Isso!"
Marcio: "Boa idéia..."

=)
Valeu, Negão!

Ouvindo: "Fuel" - Metallica

quarta-feira, 19 de março de 2008

O Mistério da Raposa Macabra

Abram o Word e digitem:

=rand(200,99)

e apertem Enter...

Alguém me explica isso???

terça-feira, 18 de março de 2008

Quintanares de Quintana

Quando completou cem anos do nascimento do poeta Mario Quintana, a Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro idealizou, como parte do evento "Quintanares de Quintana", um concurso entre alunos de graduação com poemas inspirados na obra do autor. Tenho a honra de ser muito amigo do autor da poesia selecionada como a melhor e a divulgo aqui, com a devida permissão, como primeiro post do meu blog.


"Papéis"
(Cesar Tadeu Lopes)

A mala que deveria me guardar nasceu aberta.
Os infinitos papéis voaram
por todos os cantos do vento,
mergulharam em todas as Atlântidas
e sorriram sinfonias e lendas.
Os papéis inundaram seu quintal, sua favela.
Invadiram casas sem vida,
luxuosas mansões,
suntuosas praças e cobriram
fétidos mendigos deitados em bancos repletos de cupins.
Inundaram desespero em olhos
e mais olhos.
Alimentaram ânsias nas crianças,
azias nos adultos, anciões nos picos dos montes.
Os pandêmicos papéis voaram
causando, mas só causando,
problemas sociais, anti-regimentais,
estomacais, tão pequenos
diante do horário político, das bombas-atômicas,
dos doces.
Mas tão livres foram os papéis
que tão inocentes destinaram-se ao caminho
do fogo dos hereges,
o fim do jogo para os que acreditam por demais.
E a chave que trancaria a mala,
inverteria o rumo da história,
a direção dos cometas, a concisão dos cataclismos,
onde está?
Desistam escafandros, homens-rãs,
poetas...
A chave?
Não está no mar.
Não está em lugar nenhum.
Esqueceram de inventar.
E já é tarde.
Sobram cinzas minhas por toda face da Terra,
na sua face.
O que mais existe são tristes vestígios
de mim.